Como abrir empresa no Simples Nacional online: passo a passo completo (com explicações detalhadas)

Um empresário e uma contadora estão sentados em um escritório moderno, revisando documentos e um notebook que exibe o processo de abertura de empresa no Simples Nacional. Sobre a mesa há papéis organizados e uma xícara de café, transmitindo profissionalismo e foco. Ao fundo, um mapa destaca as cidades de Osasco, Barueri, Carapicuíba e Cotia, representando a área de atuação da Pactual Contabilidade. O ambiente tem tons de azul contábil, branco e cinza claro, com iluminação suave e estilo corporativo contemporâneo, reforçando a confiança e a credibilidade do serviço contábil.

Abrir uma empresa pelo Simples Nacional é a forma mais prática e econômica para a maioria dos pequenos negócios — especialmente em centros empreendedores como Osasco, Barueri, Carapicuíba e Cotia. Abaixo você encontra um guia direto e profissional, com explicação detalhada de cada etapa, riscos e orientações para evitar erros que aumentam custos ou atrasam a abertura.


Por que seguir este passo a passo?

Seguir corretamente todas as etapas garante:

  • enquadramento tributário adequado (pagar menos impostos);
  • emissão correta de notas fiscais;
  • validade jurídica do negócio;
  • redução de riscos de autuações e multas.

O que você precisará antes de começar (resumo rápido)

  • Documentos pessoais dos sócios (CPF, RG, comprovante de endereço, estado civil)
  • Endereço comercial (contrato de locação ou autorização do proprietário; atenção a endereços residenciais)
  • Definição clara do modelo de negócio e das atividades (CNAE)
  • Contador de confiança para acompanhar todo o processo

Passo a passo detalhado

1️⃣ Reunião de diagnóstico com sua Contabilidade

O que é: primeira conversa entre empreendedor e contador para mapear o negócio.
O que é feito na prática:

  • Levantamento do modelo de negócio (serviço, comércio, indústria, marketplace, franquia etc.).
  • Avaliação do faturamento esperado (para confirmar elegibilidade ao Simples: teto anual atual).
  • Seleção preliminar de CNAEs (atividades principais e secundárias).
  • Definição da estrutura societária ideal (sócio único, sociedade limitada, pró-labore, distribuição de lucros).
  • Simulação tributária (comparativo rápido entre Simples x Lucro Presumido x Lucro Real, quando aplicável).
    Por que é essencial: evita escolha de CNAE/natureza jurídica que gere maior carga tributária ou impedimentos legais. Um diagnóstico mal feito aumenta custos e cria retrabalho.

2️⃣ Organização dos documentos

O que é: coleta e validação de todos os documentos necessários para protocolo.
Documentos típicos solicitados:

  • Sócios: RG, CPF, comprovante de residência recente, certidão de casamento (se aplicável), dados bancários.
  • Empresa: prova de endereço do estabelecimento (contrato de locação, IPTU, declaração do proprietário), se for em imóvel próprio ou residencial, autorização do condomínio/proprietário.
  • Complementares: procuração (se o empreendedor não assinar pessoalmente), documentos anteriores da atividade (se houver).
    Dicas práticas: digitalize documentos em boa resolução, confirme validade dos comprovantes e verifique assinaturas eletrônicas necessárias (certificado digital em alguns casos).
    Risco se ignorado: documentos incompletos causam indeferimento na Junta ou atrasos no CNPJ.

3️⃣ Definição dos CNAE’s

O que é: escolha dos códigos que descrevem as atividades econômicas da empresa.
O que o contador faz:

  • Identifica quais CNAEs são permitidos no Simples Nacional.
  • Avalia impacto tributário de cada CNAE (alguns códigos implicam anexos diferentes no Simples, com alíquotas distintas).
  • Sugere inclusão de atividades secundárias para permitir prestação de serviços complementares sem necessidade de nova abertura.
  • Verifica restrições (ex.: atividades proibidas no Simples ou que exigem licenças especiais).
    Por que é crítico: CNAE errado pode impedir a emissão de nota fiscal, gerar autuações e até exclusão do Simples. A escolha adequada pode reduzir a carga tributária mensal.

4️⃣ Definição da natureza jurídica

O que é: escolha do formato legal da empresa.
Principais opções e impactos:

  • MEI (Microempreendedor Individual): faturamento limitado, processo mais simples, porém com catálogo restrito de atividades; ideal para profissionais autônomos com receita baixa.
  • Empresário Individual / EI: opção para quem não quer sócios; responsabilidade ilimitada (patrimônio pessoal pode responder por dívidas).
  • LTDA (Sociedade Limitada): usual para duas ou mais pessoas; limita responsabilidade ao capital social; contrato social com cláusulas sobre administração e retirada de lucros.
  • EIRELI / SLU / Sociedade Unipessoal: alternativas para sócio único com proteção do patrimônio (dependendo do formato).
    Como decidir: o contador analisa risco, volume de faturamento, necessidade de crédito e relação entre sócios.
    Consequência de escolha errada: impacto em tributação, responsabilidade legal e dificuldades para obtenção de crédito.

5️⃣ Análise de viabilidade na Junta Comercial (JUCESP / RCPJ)

O que é: verificação prévia se o nome empresarial e o endereço são aceitos e compatíveis com a atividade.
O que é checado:

  • Disponibilidade do nome empresarial (não pode conflitar com outras marcas registradas).
  • Zoneamento e compatibilidade do endereço com a atividade (comércio vs. serviço residencial).
  • Necessidade de autorizações específicas (ex.: órgãos reguladores para saúde, educação, alimentos).
    Porque faz diferença: se o endereço não for adequado ou o nome estiver em conflito, será necessário ajustar o processo antes de prosseguir — evitando retrabalho.
    Observação local: procedimentos e prazos variam entre Osasco, Barueri, Carapicuíba e Cotia — por isso o apoio local é valioso.

6️⃣ Cadastro do CNPJ na Receita Federal

O que acontece: envio do DBE (Documento Básico de Entrada) ou seu substituto eletrônico com dados finais da empresa para a Receita, que gera o CNPJ.
O que é enviado:

  • Dados cadastrais (nome, endereço, CNAE, capital social, sócios).
  • Documento de constituição (rascunho do contrato social ou ato constitutivo).
    Resultado: emissão do número de CNPJ (a empresa “existe” oficialmente).
    Importante: o CNPJ sozinho não habilita o funcionamento pleno — ainda faltam inscrições e autorizações municipais/estaduais.

7️⃣ Retorno à Junta Comercial + pagamento de taxas

O que fazer depois do CNPJ: registrar oficialmente o instrumento constitutivo (Contrato Social, Requerimento de Empresário etc.) na Junta Comercial.
Procedimentos:

  • Protocolo do contrato social com assinaturas digitais/eletrônicas (exceto MEI).
  • Pagamento das taxas da Junta (valores variam conforme o tipo societário e capital).
  • Recebimento do NIRE (Número de Identificação do Registro de Empresa).
    Por que é obrigatório: sem o registro, o contrato não tem validade perante terceiros e instituições financeiras.

8️⃣ Inscrição Estadual

Quando é necessária: empresas que comercializam bens (comércio), fabricam produtos (indústria) ou realizam serviços específicos sujeitos a ICMS.
Como funciona:

  • Pedido à Secretaria da Fazenda do estado (Sefaz-SP para empresas em São Paulo).
  • Liberação permite emissão de notas fiscais de circulação de mercadorias.
    Consequências de não ter: impossibilidade de emitir nota fiscal de produto, problemas com fornecedores e com logística.
    Atenção: alguns serviços também exigem inscrição estadual (confira com seu contador).

9️⃣ Alvará de Funcionamento na Prefeitura

O que é: autorização municipal para exercer atividades no endereço declarado.
Passos comuns:

  • Protocolo na prefeitura com documentação (CNPJ, NIRE, contrato/declaração de uso do imóvel, laudo de vistoria, entre outros).
  • Vistoria (em alguns casos) e cumprimento de exigências sanitárias, bombeiros ou ambientais.
  • Emissão do alvará provisório ou definitivo.
    Variações locais: regras de Osasco, Barueri, Carapicuíba e Cotia têm especificidades — por exemplo, restrições em zonas residenciais ou horários de funcionamento. O contador local orienta sobre particularidades e documentos extras.
    Risco: operar sem alvará pode resultar em multa e fechamento do estabelecimento.

🔟 Inscrição no Simples Nacional

O que é: opção formal pelo regime simplificado de tributação na Receita Federal / sistema do Simples.
Procedimento:

  • A opção geralmente é feita após a geração do CNPJ, dentro dos prazos legais (ou na própria abertura quando permitido).
  • O contador verifica inexistência de impedimentos (débitos, sócios com restrições, CNAE incompatível).
  • Protocola a opção e acompanha o deferimento/aceitação.
    O que significa o deferimento: sua empresa passa a recolher impostos concentrados em uma guia única (DAS), com alíquotas aplicáveis ao anexo correspondente.
    Se for negado: a empresa pode ser enquadrada em regime diverso, com impacto direto no valor dos impostos a pagar.

Quanto tempo demora e quanto custa? (resumo prático)

Prazo estimado (com documentação correta):

  • Em média: 5–14 dias úteis dependendo da cidade e das exigências municipais.
    • Osasco: 5–10 dias
    • Barueri: 7–12 dias
    • Carapicuíba: 7–14 dias
    • Cotia: 7–12 dias

Custos principais:

  • Taxas da Junta Comercial (variam conforme contrato e capital)
  • Certificado digital (quando exigido)
  • Taxas municipais (alvará) e estaduais (inscrição estadual) se aplicáveis
  • Honorários contábeis (variam conforme serviço: pacote de abertura + pacote mensal de contabilidade)

Posso abrir sem contador?

Você pode iniciar alguns procedimentos sozinho (principalmente como MEI), mas para enquadramento correto no Simples Nacional e para evitar riscos fiscais, o contador é essencial. Ele garante:

  • escolha correta de CNAE e natureza jurídica;
  • registro formal sem erros;
  • planejamento tributário que reduz impostos;
  • conformidade com obrigações acessórias (SPED, DCTF, etc.).

Como a Pactual Contabilidade auxilia (resumido)

  • Diagnóstico tributário e escolha estratégica de CNAE/natureza jurídica.
  • Abertura 100% online, sem deslocamento do cliente.
  • Análise de viabilidade e acompanhamento de todas as etapas (Junta, Receita, Prefeitura e Sefaz).
  • Simulação de carga tributária para pagar menos sempre que possível.
  • Suporte pós-abertura (contabilidade mensal, folha, emissão de notas e obrigações fiscais).

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